Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Cinismo Político: Apatia Generalizada

Afinal o que é a política? Seria mesmo esse teatro cínicos de falsos moralistas? Talvez sim, talvez não, mas a verdade é que a crise do sistema político brasileiro é uma realidade. A apatia política é resultado direto numa proporção exponencial de cinismo político. Esta corja de urubus famintos que elegemos são os primeiros a devorar nossas entranhar como carneiros famintos. A pizza é grande, e as migalhas que restam são jogadas ao chão para os miseráveis esfaquearem-se pelos restos de um banquete injusto.
Somos culpados? Ainda não sei, juro! è muito fácil colocar a culpa mais uma vez no povo. Afinal somos nós quem votamos, então a culta recai outra vez sobre nossas costas. O problema é que o peso de tal responsabilidade está pesando demais, precisamos mais uma vez de um "jesus" político para exaurir tamanho peso de um corpo fraco, alimentado pelas sobras de um antigo banquete.
Houve um tempo que em que as pessoas lutavam mais pelos seus ideiais, pelos seus desejos, pela sua liberdade. A verdade é que tudo que se tem em excesso não represente algo tão necessário. A verdade é que há uma ilusão de excesso. Não somos livres, não temos nada !!! O grito de liberdade ecoado em 1964 foi esquecido, pois criamos ailusão de adquirir aquilo mais nos falata naquele momento: a liberdade. A gora podemos comemorar realmente essa tal liberdade? Fique a vontade.
Então, o pó branco que nossa face exibe pelas ruas só revela a apatia que vivemos. Uma apatia política. Ou melhor, vivemos numa servidão coletiva. Somos as raízes do cinismo político que nada mais são que a expressão dessa apatia.
Ainda queremos ser apáticos? Ainda queremos ser servos? A verdade é que nunca deixamos de ser servos. penso que o tempo passou e nos transformamos em mais servos ainda.
Lembrem-se dos escravos de guerra dos tempos antigos, mesmo em maioria nunca levantaram sua espada contra seu opressores. Não fazemos o mesmo hoje em dia? Reflita !!!
Somos servos voluntários, não se se pelo medo, mas pela propria natureza apática. Enquanto isso o banquete está servido. porém o pernil não pode ser alcançado. Levanta-se apenas o olhar ao céu esperando uma misera migalha cair. depois de caída, abaixa-se novamente a altivez do olhar, para novamente chorar uma nova migalha.

Sábado, 7 de Junho de 2008

Dois Milênios

O tempo não pára dizia o filósofo Cazuza em sua quase-vida - ou quem sabe uma vida em sua totalidade - esgotada até a sua imortalidade. Pois bem, talvez o tempo não pare, mas talvez também não progrida. A realidade em que vivemos é fruto de uma construção baseada na idéia de progresso, um progresso que por mais que se queira fechar os olhos é notório. Mas até que ponto esse progresso é ideal. Muito se fala que não há o que reclamar. A comparação entre as condições de vida de um mero servo durante a Idade média com a de um trabalhador fabril atual é completamente quase uma piada. Progesso houve sim. Mas de qual progresso estamos falando. O progresso espiritual morreu, e a sociedade atual enterrou dentro de si o que pouco que ainda restara desta escória medeval. Isso é ruim? Talvez, depende do que muitos entendem por certo e errado, bom ou mal. A verdade é que o progresso material levou ao progresso individual.
A sociedade de massa produziu o homem moderno e é responsável por aguçar a primitividade deste homem. Um instinto selvagem de sobrevivência, a luta constante para a realização dos interesses pessoais. Será que essa é alei que governa as ações humanas. Penso que não. A unidade básica atual que mais sofre com a desintegração dos valores é a família, uma instituição que se contrói como a unidade báse de formação do inidíduo e, ao mesmo tempo, a unidade que separa a parte do todo. Pois ao criar-se uma unidade, também se delimita o espaço relativo entre várias dessas unidades. E portanto, cria-se uma separação.
A sociedade contrói-se nessa dicotomia de aparente coletividade que no todo está separada pela suas unidades. Ao mesmo tempo a noção de individualidade cria o homem lobo do proprio homem. O famoso homem economico que luta para manter-se vivo enaltecendo para isso todos os egoísmos de sua natureza. A sua satisfação é produto de seu auto-interesse.
Dois milênios passaram-se.
O Que mudou? Tudo. Trocou-se "6" por "meia-dúzia".

Domingo, 2 de Março de 2008

Somos todos loucos?


Eu sou. Sou louco sim.
Sou louco porque gosto de acordar cedo e
ir de toalha na padaria da esquina?
Sou louco porque bebo até falar besteira?
Sou louco porque discordo da hipocrisia humana?
Sou louco porque ainda acredito no amor?
Sou louco porque mesmo acreditando no amor,
sou muito pessimista quanto à mudanças?
Sou louco por ter esperança nos homens,
mesmo que o tempo incista em dizer o contrário?
Sou louco !! Louco com orgulho !!!
O mesmo orgulho que tanto embebe o olhar dos homens.
O que seria da loucura sem tanta hipocrisia, sem tanta ganância.
Somos loucos talvez por duvidar, mas não por deixar de acreditar.
Acreditemos sempre, acreditemos o dia todo, pois o proximo dia será melhor.
E o próximo será melhor ainda. Sempre podemos mudar.
Se não o mundo, mudemos ao menos a nós mesmos.
Masmo assim sejamos loucos.
Loucos para não ser igual aos outros.
Loucos para sermos nós mesmos,
ainda que os outros nos chamem de loucos.
Até porque as regras é que criam os loucos e os tão normais.

O que seria do preto sem o branco?

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

À COMPREENSÃO

"Todo pensador profundo tem mais receio de ser compreendido do que ser mal compreendido" (nietzsche)

COMPREENSÃO !!! Essa musa que seduz aos olhos mais desavisados, que traz em si a fúria das mais variadas incógnitas, que carrega em si o absoluto medo de sua relatividade. Perdoe-me por sempre buscá-la e não ser capaz de realmente alcançá-la. Perdoe-me por todas as vezes que afirmei a falsidade de tê-la em mente. Perdoe-me por insistir em abrir os olhos dos outros, quando na verdade basta fechar os meus!!! Que o medo da compreensão seja sempre o medo de ser compreendido, que o medo de ser compreendido revele a surpresa que há naqueles que realmente estão preparados para criar sua própria verdade e sua própria compreensão !!! Que o medo de não ser compreendido nunca seja maior que o de ser, pois senão a compreensão já não teria mais nenhuma utilidade para os seres de sabedoria.

Olhar para o chão é bem mais compreensível que olhar para o céu, pois pelo menos saberemos em que pedra nós tropeçamos.

Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Sabedoria em poucas palavras !!!!

Sábado, 18 de Agosto de 2007

A BELEZA DO MORTO

Morreu. Morreu mesmo. O corpo estirado ao sol confirmava as lamentáveis suposições. Vozes anunciavam o triste episódio. Era só mais um morto, balbuciavam algumas vozes quase sem nitidez como se pusessem a observar de longe. Embora a cena fosse chocante as pessoas não se assustavam. Mais e mais gente aproximavam-se, cotovelos e cotoveladas, corpos espremido a contemplar o corpo. Aquele sol do meio dia parecia um incomodo imperceptível, em meio a tal cena. Eis a beleza do morto. Cinco minutos são suficientes para fazer do corpo uma celebridade. Fotógrafos, jornalistas, fofocas e marocas espalham as notas tristes do fúnebre acontecimento. Até no noticiário de TV o morto estava a dar o ar de sua desgraça. Nunca em vida aquele homem imaginou deter tanta fama. banalizaram a vida de tal forma que a morte também já foi banalizada. Eis novamente a beleza do morto, o ar da desgraça que que passa despercebida e esquecida em mais cinco minutos. Morreu ... outra vez !!!! e outra e outra.

Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

ERA OUTRA VEZ ...


Era um dia qualquer, como todos os dias sempre são. Na cabeça um pensamento saltava, e como se o corpo tivesse vontade propria me pus as ficar ali pensando sem movimento algum ...

Passaram-se uns 20 min, mas o tempo nunca havia passado com tanta pressa. Outro dia qualquer, e outro, e outro ... aquele ritual parecia sagrado. O único momento em que podia me sentir realmente livre, os olhos fechados pareciam criar uma barreira entre a prisão camuflada e minha liberdade ilusória.

Parecia que por vinte minutos de minha vida eu podia realizar tudo que queria, mas a realidade é uma bussola que lhe diz pra onde se deve olhar e não o inverso. Ela inciste em mostrar que fechar os olhos é se perder num turbilhão de imagens inúteis, simplesmente para te impor o movimento real das 23 horas e 40 min restante.

Pelos menos dava para sentir a liberdade neste curto espaço de tempo, tempo suficiente pra agrupar as ideias e observar o mundo em que vivo, as pessoas com as quais convivo, e os interesses egoístas de que me cerco. Como também, a surpresa que traz este mesmo mundo, nem sempre tão egoísta assim, exceção? talvez não. Apenas o resultado de uma sociedade que se fechou em si mesma, como um mecanismo de defesa cuja sobrevivencia é o marca-passo do coração social.

Era outra vez mais um dia qualquer, como todos aqueles que se passaram. Uma idéia veio à cabeça, dessa vez apenas 05 minutos diários. Aquele ritual parecia ter perdido a importância .... ou será que a sua importância se elevara mais ainda? Creio que sim... aquela ideia precisava ser amadurecida. Ser um utopista ou um reacionário é apenas uma consequencia, mas agir e fazer são as ferramentas mais simples as quais ainda dispomos .....

Como usá-las? Não interessa. O mais importante não é como usá-las, e sim como uníl-as. Quantas ideias foram perdidas nesses cinco minutos? Nesses vinte minutos? Quantos pensamentos perdidos?
Pra agir não é preciso imaginar uma país de Alice, idealsta e ideal, mas é preciso sim enxergar o seu oposto, um mundo de Bushs, e Hugos Chaves ....

É isso que queremso para nós ........ pior que acho que sim !!! É o que queremos e fingimos não querer !!! Somos servos de nossa vontade !!! Servidão voluntária em tempos de liberdade idealisada. Qual o problema? Foi esta sociedade que que nos gerou ... como apunhalar o ventre o qual nos deu origem ....

SERIA UMA TRAIÇÃO !!!! OU NÃO?